
SOLICITAÇÃO
Há um deserto artístico na Ufma. Não de artistas, mas de movimentos. Ambos se dependem, mas o que é poeira sem vento? Dizer que falta arte no certame universitário seria tirar seus vasos linfáticos. Há produção artística, porém o espaço para vazão do intelecto se faz mirrado e escasso, retido ao bolor teórico das salas de aulas fechadas em si mesmas e condenadas á letargia da monotonia: o vazio cheio de coisas, e a ausência cheia de gente.
Não tiremos a alma dos estudantes – não estamos no limbo- mas uma instituição universitária sem movimentos artísticos concisos perde a alma. A universidade mata pleonasticamente a sua holística. E o que era para ser um fomentador fundamental de massa cinzenta, acaba sendo cinzento no gris da superficialidade dos prédios.
A parcimônia tísica da expressão artística se dá tanto pela falta de manifestação dos que a fazem como da falta de incentivo dos que tentam fazê-la.
O GLOSA é uma modesta manifestação de arte legítima. É um folhetim de caráter erótico, hendonístico, dionisíaco, epicurista... Enveredamos na busca do íntimo através da poesia, da prosa teatral e da arte visual, assim também como a elucubração de novas linguagens para que o culto ao prazer se faça de forma contundente e não se limite á impropérios bizarros e banais. É um campo delicado. Bocage, Nelson Rodrigues, Augusto do Anjos, Pablo Neruda, Álvares de Azevedo, entre e inúmeros e famigerados artistas fizeram desses temas não um culto xucro ou uma panacéia barata, mas sim, uma forma de beleza incontestável.
Nosso compromisso é incentivar a produção de arte original, apoiar movimentos artísticos, instigar artistas, e expandir a visão universitária.
Contamos com 4 edições. A primeira, em setembro de 2006, com 400 xerocópias; a segunda, em novembro de 2006, com 350 xerocópias; a terceira, em janeiro de 2007, com 200 xerocópias; e a quarta, em março de 2007, com 280 cópias. Contamos com o apoio do D.A. de Letras, com o apoio do C.A. de teatro e com o C.A. de filosofia.
Mas depender das xerocópias, além de tirar a periodicidade – intencionalmente mensal – desestimula os leitores a acompanhar o folhetim.
O GLOSA é um movimento dos alunos de Letras (Igor Fernando de Jesus Nascimento, 3º período, idealizador, fundador e escritor, Marco Anderson Monteiro, 6º período, escritor e fundador) aberto integralmente para outros cursos e outros artistas.
Solicitamos, pois, a autorização do departamento de letras para que seja viável o uso da gráfica da universidade, posto que, além de sanar os empecilhos citados das xerocópias, seja possível aumentar o formato (de A4 para A3) e com isso ter mais liberdade para publicação, já que na folha de papel A4 nos vemos compelidos a diminuir o conteúdo em decorrência do tamanho da folha.
Contamos com a compreensão do departamento. E que se suscite a expressão artística na universidade – no universo contamos também o brilho dos corpos celestes.
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Igor Fernando de Jesus Nascimento
(Idealizador e Fundador do GLOSA)
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Marco Anderson Monteiro
(Fundador do GLOSA)
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Hérika Ferrnandes
(Coordenadora do D.A de letras)










